HIV/AIDS no Brasil

Posted on setembro 12, 2008 por

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A UNADIS , Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids criado em 1996, divulgou um boletim epidemiológico sobre a epidemia do vírus HIV e no Brasil e no Mundo com dados até o ano de 2007. Segundo o documento, atualmente existem, aproximadamente, mais de 33 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV, sendo que 68% destas pessoas estão na África Subsaariana, porém, em alguns países, a taxa de prevalência (supremacia) está caindo, e o número de novas infecções também vem diminuindo (2,5 milhões em 2007 comparado a 3,2 milhões em 2001), e acredita-se que esse resultado se deu pelas ações efetivas de enfrentamento à epidemia que estão sendo desenvolvidas e aplicadas em vários países. Foi observado também que o número de pessoas que morreram em consequência de doenças relacionadas à aids diminuiu pra 2,1 milhões de pessoas nos últimos dois anos(76% dos óbitos ocorreram nos países africanos), ou seja, os infectados estão vivendo por mais anos devido aos novos avanços dos remédios e tratamentos.

No Brasil, estudos mostram que a taxa de sobrevivência ao vírus das pessoas diagnosticadas há mais de cinco anos está em torno de 90% no Sudeste, 78% no Norte, 80% no Centro Oeste, 81% no Nordeste e 82% no Sul, sendo um total de 474.273 casos de aids no País – 289.074 no Sudeste, 89.250 no Sul, 53.089 no Nordeste, 26.757 no Centro Oeste e 16.103 no Norte. A incidência de aids tende a estabilização no Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste e nas regiões Norte e Nordeste a tendência é de crescimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maior concentração de pessoas infectadas pelo HIV está na faixa etária de 15 a 49 anos, sendo que o número de novos infectados está diminuindo nesta faixa etária, porém crescendo em cidadãos com idade acima dos 50 anos. Dos quase 475 mil infectados no Brasil, 315 mil são homens e 160 mil são mulheres, e o número de mulheres infectadas tende ao crescimento, existe uma preocupação com as mulheres entre 13 a 19 anos, pois os números são mais significativos nessa faixa etária. Quanto à exposição, o documento nos mostra que há crescimento da epidemia entre heterossexuais, estabilização entre homossexuais e bissexuais e redução significativa em usuários de drogas injetáveis (conhecidos pela sigla UDI). Houve um aumento nas incidências de novos casos em crianças com menos de 5 anos. Aqui no Brasil não há estatísticas relacionadas a raça/cor dos indivíduos infectados, pois a maioria está classificado como ignorada nesse aspecto.
Este texto está resumindo as informações do documento, se você tem interesse em ver os dados completos clique
aqui
Obs. postagem do antigo blog.
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Posted in: Saúde